Para ser mais exato, o amor se encontra no DNA, já que esse é o recipiente do histórico evolucionista do organismo.
Os seres vivos nascem, crescem, lutam e se alimentam para ter energia para sobreviver e assim reproduzir para passar seus genes para frente. Passando esse material genético para frente, o organismo pode ser considerado vivo, já que ele está “contido” em seu descendente, mesmo que seja uma parte. No caso dos organismos assexuados, não há mistura de material genético diferente, assim nascem cópias, clones de si mesmos, ou seja, o organismo pode morrer, mas ao mesmo tempo ele não estará morto, pois sua cópia idêntica, com as mesmas características. Para o mundo ele continua vivo.
Porém, os seres sexuados, ao se reproduzirem há mistura de genes, ou seja, a variação é maior, assim a população criada tem mais chances de sobrevivência quando expostas a alguma patologia, pois a resposta a tal doença é diferente em cada organismo. Se uma população de cópias fosse exposta a tal acontecimento, provavelmente toda a população seria extinta já que todas teriam a mesma resposta imunolígica..
Para tal variação genética, os parceiros são escolhidos com cautela. Pois, se o objetivo de todos os seres vivos é de sobreviver através dos genes durante as gerações, é claro que o parceiro mais saudável, forte e com uma boa seqüência genética (porém é óbvio que a seqüência genética do individuo não é visível para ver se ele é um bom parceiro, evolutivamente falando, tudo ocorre naturalmente.) será escolhido. Mas, no caso dos seres humanos, as coisas podem ocorrer de forma mais complexa já que os sentimentos estão envolvidos. Porém, o sentimento aqui nesse blog enfocado é o amor. As pessoas são atraídas por características que o outro indivíduo tem. Muitos não entendem o gosto e a atração que muitas pessoas tem, mas isso é explicado pelo fato de que cada gene necessita para se tornar “completo”, ou seja, características adicionais, que vão tornar seus descendentes mais aptos a sobreviver no meio, e conseqüentemente reproduzindo novamente para que seu gene continue sobrevivendo no decorrer das gerações.
Somente por essa pequena análise, Pode-se perceber o quanto a atração ou o amor são influenciados por uma coisa invisível aos nossos olhos que é o DNA, recipiente de genes.
Autora: Pricila Cristina da Silveira da Silva
Referência: Futuyma, D. J. Biologia Evolutiva. Ribeirão Preto, Sociedade Brasileira de Genética. 1995.
Base de conhecimento: Aulas da professora Morgana Bruno.
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